quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Pressão
E não podemos porquê?
Tem de ser esta sensação de uma chuva que se derrama sobre nós e nos engole?
Odeio as eólicas e as árvores do caminho,
os automóveis, os semáforos, as contas com os números das matrículas para manter vivo o cérebro,
a língua dormente contra o sono...
Odeio as horas e a geada,
o cheiro da alcatifa por limpar há meses,
o lap-top aos tombos,
os sarilhos, os gritos, os corredores...
E o baile? A vida que nos prometem ao nascer? Onde pára o sol e a música que nos prende à terra o coração?
Mm ba ba de
Um bum ba de
Um bu bu bum da de
Pressure pushing down on me
Pressing down on you no man ask for
Under pressure - that burns a building down
Splits a family in two
Puts people on streets
Um ba ba be
Um ba ba be
De day da
Ee day da - that's o.k.
It's the terror of knowing
What the world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher
Pressure on people - people on streets
Day day de mm hm
Da da da ba ba
O.k.Chippin' around - kick my brains around the floor
These are the days it never rains but it pours
Ee do ba be
Ee da ba ba ba
Um bo bo
Be lap
People on streets - ee da de da de
People on streets - ee da de da de da de da
It's the terror of knowing
What this world is about
Watching some good friends
Screaming 'Let me out'
Pray tomorrow - gets me higher high high
Pressure on people - people on streets
Turned away from it all like a blind man
Sat on a fence but it don't work
Keep coming up with love but it's so slashed and torn
Why - why - why ?
Love love love love love
Insanity laughs under pressure we're cracking
Can't we give ourselves one more chance
Why can't we give love that one more chance
Why can't we give love give love give love give love
give love give love give love give love give love
'Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care for
The people on the edge of the nightA
nd loves dares you to change our way of
Caring about ourselves
This is our last dance
This is our last dance
This is ourselves
Under pressureUnder pressure
Pressure
Paris ou o beijo republicado....

Vem a Paris, caminharemos juntos. Nós que não sabemos o contorno de que são feitas as sombras, que não tropeçamos no lugar-comum das pedras da calçada, resistiremos ao frio do vazio que nos enche os bolsos, à humiade pegajosa daquilo que não podemos ser...Caminharemos juntos e talvez, guardando debaixo da língua a imprecisão do beijo que não demos na cidade onde nunca estivemos, sejamos capazes de caminhar lado a lado de tão juntos.
(foto de Bresson)
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Lábios ou o beijo
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
De costas

Na sala o ruído, o movimento, a alteração de vozes...
Alguém pronuncia nomes com letras - sugestão ofensiva e egoísta querer dar espaço à criação!
Voltam-se os rostos em espanto e total desaprovação...
Viro as costas e passa a estar vazia a casa onde não há cor.
Desastre de não pertencer ao inferno dos outros.
Casa de estar só.
( imagem de Dali, modificada por Medeia)
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Nem só de livros vive uma mulher, ou sugestões diversificadas para ocupar um serão no fim das férias...

Depois deste título de tamanho gigantesco, parece-me importante salientar que, nestes últimos tempos, abandonei, ou melhor, suspendi o meu período Saramaguiano para entrar no Agustino ou Agustiniano ou o que quer que seja.
Não há sensibilidade mais cruamente feminina e perspicaz que a de Agustina Bessa Luís. A Ronda da Noite encantou-me, a Quinta Essência abalou-me, a Fanny Owen causou-me incómodo e dores de cabeça... Contudo, qualquer uma destas obras é uma excelente oportunidade para apreciar o que de melhor se escreve em Língua Portuguesa (desculpem, mas quando ando numa fase de paixão por um autor é como na vida sentimental: este é que é, etc...)
E que tem isto que ver com a imagem da Madame de..., obra prima da sétima arte? Nada, ou melhor, tudo: o mesmo patamar de excelência que aproveito para colocar em lugar de empate com a Dama de Xangai.
Aqui ficam as sugestões para um serão fantástico: ler ou a ver um destes filmes formidáveis (e que tal deixarem as telenovelas de lado de vez em quando?)
Hoje ou recordação de Guanabara

É já o dia de hoje.
Ficam para trás os papagaios de papel e as conchas frágeis com que são construídos castelos de areia quase sempre molhada para que se sustentem. Ardem atrás do tempo os risos, o som do mar que gargalha na espuma em que se quebram ondas e ondas dentro da memória. Passa uma ave que leva no bico o entardecer e, no lusco-fusco do ocaso (tempo fantástico de acasos), são transportadas as últimas gotas de verão.
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